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Tecendo Letras

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23
Jul20

Ajudando Maria

João Victor Moura

Era uma noite fria, na janela eu estava.
 Visualizando o céu estrelado, e a pessoa que passava.
 Era uma pessoa triste, com sua face envermelhada.
 Trazia consigo uma mochila e a cabeça encapuzada...

 Cada vez mais perto de mim chegava.
 Quando chegou à minha frente, disse:
 - Não sou daqui!
 - Me dê abrigo, por favor...

 Sem reação eu fiquei.
 O que respondo para uma pessoa que nunca à encontrei?
 Processei novamente.
 Mas nada constatei...

 Sem opção tive que respondê-la, pois havia me dirigido atenção.
 - Não à conheço! Mas lhe abrigo por uma ocasião.
 Sua face mudou! Um sorriso se abriu.
 Ela me respondeu:
 - Vejo em você um humilde cidadão!
 
 Pedi para retirar o capuz ao entrar em minha casa.
 Era uma jovem sem vida! Precisando ser ajudada.
 Pedi para que ela se sentasse e ficasse à vontade.
 Ofereci alguns alimentos, para que ela se alimentasse...
 
 Comer bem ela comeu.
 Mas não sei oque aconteceu,
 Imediatamente o choro em seu rosto apareceu.
 Questionei o que era, para tentar ajudá-la. Uma resposta ela me deu:
 
-Sei de onde vim, mas não sei para onde vou.
 Essa vida de ir pra lá e voltar pra cá, dá um grande "chororo".
 Disse à ela:
 - E a sua família...?

 Ela me respondeu em algumas "palavrinhas":
 - Sinto saudades! Mas não tenho como os encontar.
 - Também não tenho dinheiro e  ninguém a me ajudar.

 Disse a ela:
 Seus famíliares moram aonde ?
 Ela me respondeu:
 - Foram morar com Deus! Neste mundo não resta ninguém! Só eu...

 Novamente respondi a ela:
 - Vou lhe ajudar.
 - Não pense que tem só você no mundo! Eu também estou aqui.
 Bem baixinho ela disse:
 - Obrigado por você existir...
 
 Ao passar dos tempos a menina se tornou adulta.
 E um trabalho apareceu.
 Conheceu um rapaz.
 Em casamento ele à prometeu...

 Quando saiu de minha casa, ela muito me agradeceu.
 Dizendo que me amava e que seu pai era eu...
 Chorando disse a ela:
- Obrigado pela companhia deste tempo em minha vida.
- Lhe desejo boa sorte para o resto de sua vida.

  Depois percebi, que era Jesus que havia passado por minha morada.
 De modo que ainda sentia, sua paz reinar por toda minha casa.
 E a menina Maria, havia sido ajudada.

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